A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O MERCÚRIO

No dia 10 de novembro de 2006 foi realizada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro uma Audiência Pública para tratar da importância da Lei 2436 de 1995 que proíbe a implantação de fábricas de cloro-soda e a ampliação das fábricas antigas localizadas no Estado do RJ que usem células de mercúrio, e dá um prazo final para substituição daquelas que usam tecnologia baseada em mercúrio ou amianto no Rio de Janeiro. E também discutir a viabilidade de expandir seus termos para todo o território nacional, para isso é necessário aperfeiçoar a Lei Federal 9976 que dispõe sobre a produção de cloro e dá outras providências a luz da Lei Estadual 2436. A Audiência visou também ouviu a sociedade civil sobre a transferência de resíduos mercuriais entre Estados da Federação produzidos na fabricação de cloro-soda a base de células de mercúrio, ora transportado do Estado de São Paulo para o Estado do Rio de Janeiro que pede providências.
A Audiência Pública foi organizada pela Comissão de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ, pela Rede Brasileira de Justiça Ambiental e pela Organização Não Governamental; Associação de Combate aos Poluentes de São Paulo – Campanha Mercúrio Zero. A discussão
A substituição do mercúrio nas indústrias produtoras de cloro-soda em qualquer fase do processo eletrolítico por tecnologia limpa, as conseqüências ambientais e humanas nas emissões de mercúrio e as estratégias economicamente viáveis para essa substituição. Esses foram os principais temas debatidos na audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (10/11), no auditório Senador Nelson Carneiro. Após a audiência, o presidente da Comissão, deputado Carlos Minc (PT), se comprometeu a criar um projeto de lei para notificação compulsória de qualquer caso de intoxicação por mercúrio ser encaminhada às secretarias estaduais e municipais de saúde e meio ambiente. "Não se pode avançar sem uma ampla pesquisa".
Minc anunciou também que a comissão irá atuar para interditar a empresa Taurus, fabricante de bóias de nível automático, que atua sem licença, conforme admitiu o representante da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), Dyrton Bellas, durante a audiência. Tais bóias contêm mercúrio e são utilizadas nas caixas d`água e cisternas de edifício. O equipamento é alvo do projeto de lei 3706/06, do deputado Carlos Minc, que prevê a sua proibição.
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