
CARO LEITOR, BUSQUE ABAIXO A INFORMAÇÃO CASO NÃO TENHA ENCONTRADO ALGUNS DOS LINKS RELACIONADOS NA PÁGINA ANTERIOR.
1_ Rede Brasileira de Justiça Ambiental
http://www.justicaambiental.org.br/_justicaambiental/pagina.php?id=1193
2_Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ)
http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=18911
3_ Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ)
http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=18954
1)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
______________________________________________________________________________
REDE BRASILEIRA DE JUSTIÇA AMBIENTAL
AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA O CUMPRIMENTO DA LEI 2436/9
Em breve disponibilizaremos informações sobre o andamento da audiência.
______________________________________________________________________________
Release da Audiência
Audiência pública para o cumprimento da Lei 2436/95
No dia 10 de
novembro de 2006 será realizada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro
uma Audiência Pública para tratar do cumprimento da Lei 2436 de 1995 que proíbe
a implantação de fábricas de cloro-soda e a ampliação das fábricas
antigas localizadas no Estado do RJ que usem células de mercúrio, e dá um
prazo final para substituição daquelas que usam tecnologia baseada em mercúrio
ou amianto no Rio de Janeiro. Também será discutida a viabilidade de
expandir seus termos para todo o território nacional, para isso é necessário
discutir a necessidade de aperfeiçoamento da Lei Federal 9976 de 2006 que
dispõe sobre a produção de cloro e dá outras providências a luz da Lei
Estadual 2436.
O evento busca selar um pacto pelo mercúrio zero no Estado do Rio, que está
avançado nesta matéria, e expandir para todo Brasil. Por essa razão, a Audiência
também deverá ouvir a sociedade civil sobre a transferência de resíduos
mercuriais produzidos na fabricação de cloro-soda a base de células de mercúrio,
que em fevereiro desse ano foram transportados do Estado de São Paulo para o
Estado do Rio de Janeiro.
A referida lei federal em vigor (Lei Federal no. 9.976/2006) proíbe a instalação
de novas fábricas de cloro-soda que utilizem mercúrio, mas não obriga que
as fábricas já instaladas devam substituir suas tecnologias que usam células
de mercúrio e de diafragma. A sociedade civil tem argumentado a fragilidade
da lei, uma vez que ela não garante o efetivo banimento do mercúrio nas fábricas
de cloro-soda. A lei precisa ser regulamentada pelo Ministério do Meio
Ambiente, o qual, como conseqüência dos vários argumentos adversos, decidiu
interromper o processo de regulamentação. Novos esforços precisam ser
feitos para pressionar o Governo Brasileiro a estabelecer um marco legal
visando eliminar os processos de fabricação de cloro-soda que utilizam mercúrio.
O único estado que tem uma lei específica sobre esta matéria é o estado do
Rio de Janeiro, cuja lei estadual mais restritiva do que a lei federal.
Entretanto, embora o estado tenha somente uma empresa produtora de cloro-soda,
onze anos se passaram desde a entrada da lei em vigor, e apenas uma parte do
processo produtivo à base de mercúrio daquela empresa foi realmente substituída.
As plantas produtoras de cloro-soda são uma das mais graves fontes de
contaminação ambiental de mercúrio, causando significativos danos à saúde
dos seus trabalhadores e das comunidades do entorno dessas plantas. Essa lei
tem um enorme significado para as ações de segurança química no Brasil. Um
relatório sobre mineradores de ouro na Bacia Amazônica elaborado pela
Natural Resources Defense Council, uma organização de defesa ambiental
localizada nos EUA, declarou que o uso contínuo de mercúrio pelo setor de
cloro-soda mantém uma via legal pela qual as importações de mercúrio são
justificadas, e provavelmente essas importações legais resultam no acesso fácil
e barato pelos mineradores de ouro. Além de muitos outros argumentos, a
conversão de fábricas de cloro-soda para processos que não utilizem o mercúrio
se justifica por amplos motivos ambientais e de proteção da saúde humana.
O Brasil precisa fazer a sua parte nos esforços internacionais para eliminar
as emissões globais de mercúrio, e desativar gradualmente as fábricas de
cloro-soda baseadas em mercúrio no país, dentro do âmbito do Programa
Global e Nacional de Mercúrio, deverá ser uma contribuição consistente
para esses esforços globais.
A Audiência Pública está sendo organizada pela Comissão de Defesa do Meio
Ambiente da ALERJ, pela Rede Brasileira de Justiça Ambiental e pela Organização
Não Governamental:Associação de Combate aos Poluentes de São Paulo –
Campanha Mercúrio Zero.
Documentos e Notícias Relacionadas:
Audiência da início a Campanha contra o Mercúrio
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache01.jpg
Programação da Audiência
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache02.pdf
Matéria sobre a transferência de resíduos mercuriais: Indústrias Paulistas estão usando o Estado do Rio como lixeira química
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache03.pdf
Mercúrio: União Européia deve avançar urgentemente com o banimento da exportação de mercúrio
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache04.pdf
Proibição Urgente: Banimento mundial dos diafragmas de amianto na indústria de cloro-soda é necessário (dois documentos)
Primeira Parte - EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache05.jpg
Segunda Parte - EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache06.jpg
Representação sobre a transferência de passivo ambiental tóxico de Cubatão/SP para Belford Roxo/RJ
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/cache11_2006/cache07.pdf
Lei 2436 de 1995
EM CACHE: http://www.acpo.org.br/campanhas/mercurio/docs/l_2436_1995.pdf
Mais informações:
Comissão de Meio Ambiente da ALERJ
Alba Simon - tel. (21) 2588 1362
ACPO - Associação de Combate aos Poluentes
Jeffer Castelo Branco - jeffer@acpo.org.br
- tel. (13) 3234 6679
Zuleica Nycz - zuleica@acpo.org.br - tel. (41) 3014 8096
Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Julianna Malerba - julianna@fase.org.br
- tel. (21) 2536 7350
2) - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - -

Data: 10/11/2006
AUDIÊNCIA PÚBLICA VAI UNIR ESFORÇOS PELO MERCÚRIO ZERO NO ESTADO
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado Carlos Minc
(PT), realiza audiência pública nesta sexta-feira (10/11), às 14h, no Auditório
Nelson Carneiro, com o objetivo de selar um pacto pela erradicação do mercúrio
no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o parlamentar, há empresas que estão
encontrando formas de burlar a Lei 2.436/95, de sua autoria, que proibiu a
implantação ou a ampliação de indústrias produtoras de cloro-soda que
utilizam células de mercúrio, e determinou a adaptação das fábricas em até
três anos. "É preciso pensar não apenas nos trabalhadores, mas também
nas comunidades vizinhas a essas indústrias, que também estão expostas à
contaminação", lembra.
Minc pretende também estudar a ampliação do efeito legal da Lei federal
9.976/06, que proíbe a utilização de mercúrio no processo produtivo de
cloro-soda. A proibição vale apenas para novas fábricas, não obrigando que
as antigas se adaptem a tecnologias alternativas. O deputado quer ainda
debater um projeto de lei, de sua autoria, que proíbe a transferência de
lixo químico produzido em outros estados para o Rio de Janeiro. "Substâncias
como o mercúrio contaminam o meio ambiente e podem causar sérios danos à saúde
dos trabalhadores que têm contato com a substância, prejudicando
especialmente o sistema nervoso", explica o parlamentar. Para participar
do encontro, foram convidados membros da Rede Brasileira de Justiça
Ambiental, da Associação de Combate aos Poluentes de São Paulo e da Associação
Nacional dos Expostos e Intoxicados pelo Mercúrio Metálico.
Fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=18911
3) - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - -

12/11/2006
COMISSÃO DISCUTE SUBSTITUIÇÃO DE MERCÚRIO POR TECNOLOGIA LIMPA
A substituição do mercúrio nas indústrias produtoras de cloro-soda
em qualquer fase do processo eletrolítico por tecnologia limpa, as conseqüências
ambientais e humanas nas emissões de mercúrio e as estratégias
economicamente viáveis para essa substituição. Esses foram os principais
temas debatidos na audiência pública promovida pela Comissão de Meio
Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro nesta sexta-feira
(10/11), no auditório Senador Nelson Carneiro. Após a audiência, o
presidente da Comissão, deputado Carlos Minc (PT), se comprometeu a criar um
projeto de lei para notificação compulsória de qualquer caso de intoxicação
por mercúrio ser encaminhada às secretarias estaduais e municipais de saúde
e meio ambiente. "Não se pode avançar sem uma ampla pesquisa".
Minc anunciou também que a comissão irá atuar para interditar a empresa
Taurus, fabricante de bóias de nível automático, que atua sem licença,
conforme admitiu o representante da Fundação Estadual de Engenharia do Meio
Ambiente (Feema), Dyrton Bellas, durante a audiência. Tais bóias contêm
mercúrio e são utilizadas nas caixas d`água e cisternas de edifício. O
equipamento é alvo do projeto de lei 3706/06, do deputado Carlos Minc, que
prevê a sua proibição.
Diversas entidades civis que atuam pelo banimento do mercúrio participaram da
audiência e apresentaram uma carta que manifesta a preocupação "em
relação aos impactos significativos impostos ao meio ambiente e à saúde pública
devido a contaminação pelo mercúrio". Na carta, as entidades solicitam
a implementação de uma política para o mercúrio e seus compostos
envolvendo os setores governamentais e requerem que o Governo Federal
encaminhe "ao Congresso Nacional um projeto de lei que estabeleça a
eliminação definitiva das células eletrolíticas à base de mercúrio e
amianto". A carta é dirigida ao Presidente da Republica, à ministra da
Casa Civil, à ministra do Meio ambiente, aos ministros da Saúde e do
Trabalho, aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal , à
Procuradoria Geral da República e ao Procurador Geral da República. Antes do
encaminhamento, a carta ainda será enviada à outras entidades civis para que
assinem o documento.
Uma das principais motivações para a realização da audiência foi uma
carga de oitenta toneladas de lixo químico transportada da empresa Carbon
Cloro, licenciada pela Feema, em São Paulo a um aterro de produtos químicos,
em Belford Roxo. O Estado do Rio de Janeiro, pela Lei 2.435/95, do deputado
Carlos Minc, restringe o uso de mercúrio e por isso, a Associação de
Combate aos Poluentes (ACPO), reprimiu fortemente a ação da empresa. No histórico
de leis ambientais do deputado, há uma que proíbe a importação de outros
países, pelo Rio de Janeiro, de lixo químico, mas não entre os estados.
Na audiência estiveram presentes representantes da Associação Brasileira da
Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), de São Paulo. Martim
Afonso Pena, diretor executivo da associação, apresentou um relatório com
um balanço social das empresas desse ramo, em que consta a contribuição
tributária e o compromisso na saúde dos trabalhadores. Carlos Minc
questionou o diretor sobre uma pesquisa realizada pela Fiocruz e respaldada
pela Unicamp em que amostras de 60 funcionários da fábrica Pan-Americana no
Rio de Janeiro, que a Abicolor representa, mostravam que os trabalhadores
haviam sido contaminados por mercúrio. Minc disse que é preciso viabilizar a
substituição de mercúrio por outra substância não poluente. "Nenhuma
modificação é possível sem a parceria com o setor industrial. A questão
é como fazer e que prazo dar às empresas para introdução das tecnologias
limpas".
Realizaram explanações sobre o assunto o diretor de saúde ambiental da
Associação de Combate aos Poluentes, Jeffer Castelo Branco, a auditora
fiscal da DRT de São Paulo, Fernanda Gennasi, a coordenadora estadual da saúde
do trabalhador, Lise Barros e a coordenadora do programa nacional do mercúrio,
Cecília Zavaris.
Fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=18954
_______________________________________________________________________
Rua Júlio de Mesquita, 148 conjunto 203 - Vila Mathias
CEP: 11.075-220 - Santos - SP - BR. – TEL/FAX: (013) 3234 6679
Internet - http://www.acpo.org.br / e-mail – acpo94@uol.com.br
FUNDADA EM 03 DE NOVEMBRO DE 1994